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O que o Nano Banana 2 adiciona ao Gemini?

ONU lança painel científico, OpenAI fecha com Figma, integridade acadêmica é questionada & mais...

E aí curioso, seja bem-vindo à IA sem hype.

🍌 Google liberou o Nano Banana 2, nova IA de geração de imagens integrada ao Gemini, ampliando recursos criativos e reforçando a disputa no mercado de modelos multimodais.

E não foi só isso, veja o que preparamos para você hoje.

  • ℹ️ A ONU criou um painel científico internacional independente sobre IA, comparado ao IPCC do clima, para produzir relatórios anuais que diferenciem hype de evidência e orientem governos sem impor regulações.

  • 🤝 A OpenAI anunciou uma parceria com a Figma para integrar recursos avançados de IA ao fluxo de design e prototipagem, aproximando modelos generativos do processo criativo profissional.

  • 🤖A inteligência artificial está ampliando uma “zona cinzenta” na academia, onde limites entre autoria humana, assistência tecnológica e integridade acadêmica se tornam cada vez mais difusos.

Google lança Nano Banana 2 no Gemini

Segundo o Canaltech, o Nano Banana 2 chega como atualização do modelo de imagens do Google dentro do ecossistema Gemini. A ferramenta permite criar ilustrações e composições visuais a partir de descrições textuais, com melhorias em qualidade, coerência visual e detalhamento.

A nova versão também aprimora interpretação de prompts complexos e geração de imagens mais consistentes com o contexto solicitado. O movimento acompanha a tendência de integrar geração de imagem diretamente em assistentes multimodais, sem depender de ferramentas separadas.

A liberação reforça a estratégia do Google de tornar o Gemini um hub criativo completo, combinando texto, código, imagem e automação. A competição nesse campo inclui plataformas como DALL·E, Midjourney e outras soluções especializadas.

Ao ampliar acesso à criação visual, o Google fortalece sua posição tanto para usuários individuais quanto para criadores de conteúdo e profissionais de marketing.

Por que isso importa?

A consolidação de geração de imagem dentro de assistentes generalistas acelera a democratização da criação visual. Para o Brasil e a América Latina, onde produção digital é crescente, ferramentas integradas podem reduzir custos e ampliar alcance criativo. A disputa pela IA não é apenas por inteligência textual, mas por domínio multimodal.

🇧🇷 IA generativa no Brasil 🇧🇷 

ONU cria novo painel consultivo científico de IA

A Assembleia Geral da ONU aprovou a formação do Independent International Scientific Panel on Artificial Intelligence, com 40 especialistas de 37 países. A proposta é funcionar como um “sistema de alerta precoce” e base de evidências confiável sobre impactos econômicos, sociais, culturais e de desenvolvimento da IA. O grupo foi comparado ao IPCC, que há décadas consolida ciência climática para orientar políticas públicas globais.

Diferentemente de iniciativas anteriores focadas sobretudo em segurança, o novo painel terá escopo amplo e produzirá relatórios anuais sobre múltiplas dimensões da tecnologia. Entre os membros estão nomes de peso da pesquisa em IA, como Yoshua Bengio, além de representantes com experiência na indústria e na sociedade civil. Os integrantes atuam em capacidade pessoal, com mandato de três anos.

Ao contrário do IPCC, o painel de IA não será intergovernamental no sentido clássico. Seus membros não precisarão de aprovação formal dos países para publicar relatórios, o que pode garantir maior independência científica. Ainda assim, houve críticas, especialmente dos Estados Unidos, que votaram contra a nomeação e classificaram a iniciativa como possível excesso regulatório da ONU.

O grupo apresentará seu primeiro relatório no Global Dialogue on AI Governance, em julho, em Genebra. A expectativa é que o painel consolide conhecimento disperso e ofereça referência global para decisões políticas sobre modelos abertos, segurança, direitos humanos e impactos no trabalho.

Porque isso importa

A criação de um “IPCC da IA” sinaliza que a governança da tecnologia entrou definitivamente na agenda multilateral. Para o Brasil e a América Latina, um fórum científico global com representação diversa pode ampliar legitimidade e incorporar perspectivas do Sul Global no debate. A disputa sobre IA deixa de ser apenas tecnológica e passa a ser institucional, envolvendo quem define evidências, riscos e prioridades globais.

🛠️ Caixa de Ferramentas 🛠

  • Grain Desktop Capture - Receba notas de IA em qualquer lugar, sem a necessidade de bots. O Grain Desktop Capture transcreve reuniões capturando áudio do seu Mac. Perfeito para Slack Huddles, chamadas ad hoc e conversas presenciais. O primeiro aplicativo a oferecer notas sem bots e gravação de vídeo.

  • LFM2-Áudio - define uma nova classe de modelos de base de áudio: leve, multimodal e em tempo real. Ao unificar a compreensão e a geração de áudio em um sistema compacto, ele possibilita a IA conversacional em dispositivos onde velocidade, privacidade e eficiência são mais importantes.

  • RightNow AI Code Editor - primeiro editor de código nativo CUDA. Ele reúne criação de perfil de GPU em tempo real, otimização de IA, virtualização de GPU e um emulador completo em um único ambiente, ajudando desenvolvedores a criar aplicativos CUDA mais rápidos e eficientes.

  • ToolSDK.ai - Conecte seus agentes de IA e aplicativos de fluxo de trabalho de automação com mais de 5.000 servidores MCP e ferramentas de IA, tudo em apenas uma linha de código.

  • Aspirin AI - App que fornece informações médicas rapidamente. Feito para pacientes e profissionais. Lançado para Android e iOS em breve.

OpenAI e Figma unem forças para acelerar o design com IA

A parceria entre OpenAI e Figma busca incorporar capacidades de geração e edição assistida por IA diretamente na plataforma usada por designers e equipes de produto. A ideia é permitir que usuários transformem descrições textuais em layouts, componentes e protótipos com mais rapidez, mantendo controle criativo.

Segundo o anúncio, a integração pretende reduzir etapas repetitivas no processo de design, facilitar brainstorming visual e acelerar a transição entre conceito e execução. A colaboração reforça a tendência de integrar modelos fundacionais em ferramentas de produtividade amplamente utilizadas.

O movimento também posiciona a OpenAI de forma mais profunda no ecossistema de criação digital, expandindo além de texto e código para o design visual profissional. Para a Figma, a parceria fortalece sua oferta frente à crescente incorporação de IA em softwares concorrentes.

A iniciativa ocorre em um contexto em que ferramentas criativas passam a combinar automação e controle humano, alterando a dinâmica de equipes de produto e design.

Porque isso importa: A integração de IA em plataformas de design sinaliza que a automação criativa está se tornando padrão, não diferencial. Para o Brasil e a América Latina, onde startups e agências dependem de agilidade, ferramentas assim podem reduzir barreiras de produção e acelerar inovação. O impacto da IA está cada vez mais presente nas camadas práticas do trabalho digital.

A zona cinzenta da IA

A reportagem explora como universidades estão lidando com o uso crescente de ferramentas de IA por estudantes e pesquisadores. A facilidade de gerar textos, resumos e análises cria dúvidas sobre originalidade, autoria e até sobre o que constitui aprendizado genuíno.

Instituições enfrentam o desafio de diferenciar uso legítimo de apoio tecnológico de práticas que comprometem avaliação acadêmica. Algumas adotam políticas restritivas, enquanto outras buscam integrar a IA ao currículo, ensinando como utilizá-la de forma ética e crítica.

O debate também envolve produção científica. Ferramentas generativas podem acelerar revisão de literatura e redação, mas levantam preocupações sobre precisão, citações incorretas e responsabilidade intelectual. A linha entre colaboração com IA e delegação excessiva ainda está em construção.

A chamada “zona cinzenta” não é apenas técnica, mas cultural. A IA está redefinindo noções de competência, criatividade e esforço no ambiente educacional.

Por que isso importa?

Para países como o Brasil, onde a expansão do ensino superior convive com desigualdades digitais, a forma como universidades lidam com IA pode ampliar ou reduzir disparidades. A questão central não é proibir ou liberar, mas desenvolver critérios claros de uso responsável. A educação será um dos primeiros campos a testar os limites sociais da inteligência artificial.

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