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A IA chegou às comunidades indígenas do Brasil
Merge Labs explora o cérebro, Klarna automatiza pagamentos, Agentes aprendem a lembrar juntos & mais...

E aí curioso, seja bem-vindo à IA sem hype.
🇧🇷 Um projeto de inteligência artificial liderado por mulheres indígenas chegou a Roraima com foco em preservação cultural e geração de renda, mostrando como a IA pode ser apropriada por comunidades tradicionais de forma autônoma e estratégica.
E não foi só isso, veja o que preparamos para você hoje.
🧠 A Merge Labs, startup apoiada pela OpenAI com US$ 252 milhões, quer usar ultrassom e IA para ler e modular o cérebro sem implantes profundos, propondo uma alternativa menos invasiva ao Neuralink, mas ainda altamente experimental.
🛒 A Klarna passou a apoiar o Google Universal Checkout Protocol (UCP) para permitir que agentes de IA realizem pagamentos automaticamente, acelerando a transição para um modelo de agentic commerce.
🤖 A memória compartilhada é a camada que falta para que sistemas de orquestração de IA funcionem de forma confiável, escalável e verdadeiramente colaborativa entre múltiplos agentes.
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Mulheres indígenas usam IA para preservar cultura e gerar renda

Um projeto de IA conduzido por mulheres indígenas passou a ser implementado em Roraima, combinando tecnologia com saberes tradicionais. A iniciativa utiliza ferramentas digitais e inteligência artificial para registrar, organizar e valorizar conhecimentos culturais, ao mesmo tempo em que cria oportunidades econômicas para as comunidades envolvidas.
O projeto foi pensado para respeitar a autonomia cultural e os direitos sobre os dados produzidos. Em vez de extrair informações para plataformas externas, a proposta prioriza controle comunitário, uso consciente da tecnologia e aplicação prática em atividades como artesanato, educação, comunicação e turismo cultural.
A matéria destaca o protagonismo feminino indígena na liderança do projeto, rompendo com a lógica dominante de que inovação tecnológica parte apenas de grandes centros urbanos ou empresas globais. As participantes atuam tanto na definição dos objetivos quanto no uso cotidiano das ferramentas de IA, adaptando a tecnologia às necessidades locais.
O projeto também tem impacto direto na geração de renda, ao apoiar iniciativas produtivas ligadas à cultura e à identidade indígena. A tecnologia funciona como meio de fortalecimento social, não como substituta de práticas tradicionais, criando um modelo híbrido entre inovação e preservação.
Por que isso importa?
O caso mostra que a IA não precisa ser sinônimo de centralização ou apagamento cultural. Para o Brasil e a América Latina, iniciativas lideradas por mulheres indígenas apontam um caminho alternativo de desenvolvimento tecnológico, baseado em autonomia, diversidade e justiça social. A disputa pelo futuro da IA também passa por quem a constrói, e para quais finalidades ela é usada.
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Merge Labs quer ler o cérebro com ultrassom e IA

A Merge Labs surge como uma nova aposta no mercado de interfaces cérebro–computador ao propor o uso de ultrassom, em vez de eletrodos implantados profundamente no cérebro. A empresa nasceu a partir do laboratório Forest Neurotech e reúne pesquisadores acadêmicos, empreendedores de tecnologia e Sam Altman, CEO da OpenAI. Seu objetivo declarado é ambicioso: ler intenções mentais e tratar condições neurológicas e psiquiátricas de forma menos invasiva.
Diferentemente do Neuralink, que depende de implantes elétricos fixos, a abordagem da Merge Labs utiliza ondas ultrassônicas para mapear e estimular grandes áreas do cérebro. A técnica se baseia em mudanças no fluxo sanguíneo associadas à atividade neural e permite estimular regiões específicas ao focar feixes de ultrassom. Em teoria, isso poderia tratar distúrbios que envolvem múltiplas áreas cerebrais, como depressão severa, epilepsia e dependência química.
Apesar do potencial, pesquisadores destacam limitações importantes. A leitura baseada em fluxo sanguíneo é mais lenta do que sinais elétricos diretos, o que impõe restrições para aplicações em tempo real, como decodificação de fala. Além disso, embora menos invasiva do que implantes profundos, a técnica ainda exige cirurgia sob o crânio. Abordagens mais especulativas, como a sonogenética, prometem maior precisão, mas ainda estão em estágio inicial de pesquisa.
A OpenAI afirma que a IA será central para decodificar intenção a partir dos sinais cerebrais, treinando modelos capazes de interpretar padrões complexos. Isso levanta tanto expectativas quanto preocupações éticas, já que dados neurais são extremamente sensíveis e o campo ainda carece de validações clínicas robustas em humanos. Mesmo os defensores reconhecem que a Merge Labs trabalha em horizontes de décadas, não de curto prazo.
Porque isso importa
A aposta da Merge Labs revela que a próxima fronteira da IA pode ser o próprio cérebro humano. Para o Brasil e a América Latina, o tema levanta questões profundas sobre ética, acesso, soberania de dados neurais e prioridades em saúde pública. Se bem-sucedida, a tecnologia pode transformar tratamentos neurológicos. Se mal regulada, pode inaugurar uma nova camada de assimetria entre quem controla a tecnologia e quem fornece o dado mais íntimo possível: a atividade mental.
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Google e Klarna avançam no comércio autônomo

A Klarna anunciou apoio ao Universal Checkout Protocol (UCP), iniciativa do Google criada para padronizar pagamentos feitos por agentes de IA. A proposta é permitir que assistentes inteligentes possam não apenas recomendar produtos, mas também concluir compras de forma autônoma, seguindo regras pré-definidas pelo usuário e pelas empresas.
Segundo a matéria, o UCP funciona como uma camada intermediária que conecta agentes de IA, comerciantes e provedores de pagamento. Ao integrar o Klarna, o protocolo passa a oferecer opções de parcelamento, crédito e pagamento flexível, ampliando o leque de transações que agentes podem executar com segurança.
O movimento reforça a estratégia da Klarna de se posicionar além de um simples provedor de pagamentos. A empresa busca se tornar infraestrutura central para o comércio mediado por IA, antecipando um cenário em que consumidores delegam decisões e execuções de compra a agentes inteligentes que operam em múltiplas plataformas.
O avanço também traz desafios relevantes, como autenticação, prevenção de fraude e controle do consentimento do usuário. Para funcionar em escala, o agentic commerce exigirá padrões claros de governança, limites de gasto e mecanismos transparentes de auditoria.
Porque isso importa: O apoio da Klarna ao UCP indica que o comércio digital está se preparando para um futuro em que humanos deixam de clicar e passam a supervisionar. Para o Brasil e a América Latina, onde pagamentos digitais e parcelamento já são amplamente usados, agentes de IA podem acelerar conveniência e escala, mas também concentrar poder em poucos intermediários tecnológicos. A próxima disputa do e-commerce não será só por preço ou logística, mas por quem controla o agente que paga em seu nome.
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Memória compartilhada é a peça que falta na orquestração de IA

A matéria defende que muitos sistemas de IA baseados em múltiplos agentes falham não por falta de modelos avançados, mas por ausência de uma camada de memória compartilhada. Sem ela, agentes operam como ilhas, repetindo trabalho, perdendo contexto e tomando decisões inconsistentes ao longo do tempo.
Orquestrar agentes de IA exige mais do que roteamento de tarefas. É necessário um espaço comum onde estados, decisões, aprendizados e objetivos intermediários possam ser registrados e reutilizados. Essa memória compartilhada funciona como um “quadro branco” persistente, acessível a todos os agentes envolvidos no workflow.
Sem essa camada, sistemas complexos se tornam frágeis. Cada agente precisa reconstruir contexto do zero, o que aumenta custo computacional, latência e risco de erro. Já com memória compartilhada, agentes conseguem cooperar de forma incremental, manter coerência e lidar melhor com tarefas de longo prazo.
O texto aponta que a adoção dessa abordagem aproxima sistemas de IA de arquiteturas usadas há décadas em software distribuído e sistemas humanos de trabalho colaborativo. A novidade está em aplicar esses princípios a agentes autônomos que aprendem, decidem e atuam de forma contínua.
Por que isso importa?
A ausência de memória compartilhada é um dos maiores gargalos para escalar agentes de IA no mundo real. Para empresas no Brasil e na América Latina, isso explica por que muitos projetos de agentic AI ficam presos a protótipos. Resolver a camada de memória é o passo necessário para transformar agentes em infraestrutura confiável — capaz de sustentar automação crítica, não apenas demos impressionantes.
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